Internet: da dependência ao uso ideal

O principal método atual de comunicação para pequenas e longas distâncias tem sido a internet. Por isso, a roda gigante do capitalismo tem estado cada vez mais veloz, tanto em relação ao acesso quanto à forma que é utilizada. É possível observar como as crianças são aplicadas às ondas midiáticas e de entretenimento de forma precoce, uma vez que os pais têm oferecido seus smartphones e aparelhos com conectividade para contornar o comportamento inadequado dos seus filhos.

Um estudo da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) mostra que um a cada quatro jovens tem sido refém da internet, refletindo em transtornos psicológicos que alteram a forma de comportamento, gerando dependência, uso contínuo e abusivo. Segundo o professor e coordenador de Psicologia do UniToledo Fabrício Otoboni, a internet tem seus benefícios como método indutivo de educação, normalmente utilizada em sala de aula pelo próprio professor.

Dentro do estudo da UFES, os participantes afirmam que esse tipo de transtorno é consequência do mau uso da tecnologia. E de acordo com as palavras do professor Fabrício, hoje o jovem não tem paciência e gerenciamento do seu tempo, e por conta desses hábitos, são desenvolvidos outros transtornos e sintomas de ansiedade.

Pabline Caetano tem 212 mil seguidores no Instagram.

Porém entendemos que a internet hoje é uma ferramenta de trabalho. A aluna de Pedagogia do UniToledo e criadora de conteúdo digital Pabline Caetano tem uma história feita pelo caminho inverso. Ela, que usufruía de sua conta do Instagram para entretenimento próprio, hoje é digital influencer. “Eu não me considero uma referência, mas sei que muitas pessoas são influenciadas”, diz Pabline, mais conhecida pelo seu usuário de conta no aplicativo, @Pablisca.

Com uma grande imersão de criadores de conteúdo digital, digitais influencers e youtubers, os jovens têm buscado ferramentas para criação de canais como forma de trabalho e alguns viraram sucesso, como o caso de Cocielo, Lucas e Felipe Neto. Exemplo de sucesso é a blogueira e youtuber Kéfera, que hoje trabalha no seu canal dicas de uma vida saudável após a não aceitação do seu corpo e os problemas que enfrentou no início de sua carreira.

Bia Pavarini é estudante de Jornalismo e investe em canal próprio – objetivo é se comunicar melhor e integrar a profissão às novas plataformas digitais.

Temos o exemplo da aluna do UniToledo do curso de Jornalismo, a youtuber Beatriz Pavarini, que tem seu “Canal da Bia Pavarini” para falar sobre assuntos diversos. “A minha intenção é usar a plataforma como meio de trabalho, meio que associado à minha profissão. Hoje o YouTube se tornou a maneira mais fácil de me comunicar e informar meus seguidores”, afirma Bia, como prefere ser chamada.

A internet tem possibilidades que ainda não foram descobertas, como um mundo a ser explorado. Entretanto, seu breve histórico na humanidade já mostrou que ela é capaz de dominar indivíduos e torná-los dependentes. Apesar deste efeito ruim, ela também tem apresentado ao mundo talentos diversos e encorajado pessoas a compartilharem suas vidas.

Por Luís Amaro Júnior, estudante do 4º semestre de Jornalismo.

Imagens de arquivo pessoal.

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