Ações do Terceiro Setor que salvam vidas

Como  as atividades do terceiro setor nas suas diversas áreas de atuação têm ajudado a população com programas de ressocialização e reabilitação.

O Brasil, assim como muitos países, têm sofrido com o grande número de pessoas que são dependentes químicos. Os grandes centros não conseguem amenizar essa dura realidade, pois um dos problemas está na facilidade que os traficantes têm para distribuir  as drogas por cada canto do país.

Programas antidrogas têm sido realizados por todo o país para tentar conter o crescimento do consumo e tráfico de entorpecentes. Uma das ações da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (SENAD) foi a criação do projeto Check In, um banco de dados atualizado com todas as apreensões de “bens do tráfico” feita pelas forças policiais de todo o Brasil, que tem como objetivo arrecadar fundos para a secretaria de política sobre drogas e reforçar as ações de combate.

Os trabalhos voltados para a ressocialização e reintegração de pessoas realizados por várias instituições não governamentais, como é o caso das igrejas, têm se tornado um grande elo transformador na vida das pessoas que sofrem com o caos causado pelas  drogas. 

Vida que mudou

Daiana Pavan é um exemplo do poder transformador da fé. Ela era viciada em drogas, vivia à margem da sociedade e sem a menor perspectiva, até que começou a participar do projeto social “A Última Pedra”, realizado pela igreja Universal em Araçatuba. A partir dali Daiana pôde, então, ter esperanças de um futuro melhor.

Daiana, que dá testemunho de como conseguiu superar as dificuldades e mudar sua vida para melhor (Foto: arquivo pessoal).

“Eu entrei nas drogas com 15 anos de idade, tudo porque alguns amigos me ofereceram e eu quis experimentar. Logo me viciei, eu não conseguia trabalho e para sustentar o vício precisei trabalhar como garota de programa, muitas vez só em troca de drogas. Já roubei e até fui detida, mas não fiquei presa porque era ré primária. Comecei experimentando a maconha, depois fui para a cocaína, até chegar no crack, e a partir daí minha vida era apenas consumir drogas. Não tinha sonhos, planos, objetivos, só vivia o hoje e agora com as drogas, sem pensar em futuro. Foi então que minha mãe me mandou embora de casa e eu já não tinha mais contato com a família.” 

Este infelizmente não é um caso isolado, pois a maioria das vezes a rota do tráfico passa pelas comunidades e os jovens são os mais aliciados. A falta de diálogo sobre o assunto, a falta de conhecimento sobre as consequências do consumo das drogas e a falta de oportunidades são fatores que fazem a máquina do tráfico e o consumo de drogas crescerem.

Depois de romper com o vício, Daiana viu possibilidades de um novo mundo e, com auxílio emocional, tornou-se uma mulher forte, cheia de sonhos e planos. Começou a estudar e ingressou em uma profissão que proporciona a ela ajudar outras pessoas, auxiliar em enfermagem; pretende fazer a faculdade de enfermagem e está construindo a sua casa própria.

“Se não fosse a ajuda deste projeto, que eu posso afirmar, me salvou, eu não estaria viva pra contar a minha história”, ressalta Daiana.

Rompendo com a depressão

Um dos grandes males que mais se comenta na atualidade é a depressão, doença silenciosa que não escolhe vítimas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 350 milhões de pessoas no mundo possuem essa doença. 

Sabrina Sampaio, uma jovem alegre, de um momento para outro começou a sentir uma tristeza profunda, até que se isolou completamente das pessoas e familiares. Seus complexos de inferioridade começaram a dominar seus pensamentos até não ver nenhuma saída para a sua situação.

“Tentei suicídio por três vezes. Achava que essa era a única maneira do meu sofrimento acabar; pensava que não tinha saída a não ser a morte.”

Como encontrar uma saída para um problema tão íntimo? Sabrina encontrou a solução através da fé. Com o auxílio de voluntários de um trabalho social voltado para jovens com depressão, ela pôde ter outra visão da vida, de si mesmo e desta doença que a consumia.

“Estou livre desde 2017, graças a Deus e os trabalhos do Força Jovem Universal (FJU). Hoje sou estudante de ciências contábeis e Tenho o sonho de me tornar uma contadora e ter meu escritório. Quero construir uma família (algo que eu nunca pensei que fosse possível naquela época) e poder ajudar outras pessoas a entenderem  que a vida nem sempre é fácil, mas que é possível ser feliz, que Deus existe sim! E que Ele se preocupa com cada um na Terra”, frisou Sabrina.

Terceiro Setor

As atividades do Terceiro Setor são realizações de trabalhos voluntários sem remuneração por organizações não governamentais e sem fins lucrativos (ONG’S),  como, por exemplo, organizações sociais, associações, fundações e entidades religiosas como igrejas e centros de ajuda. 

Esta alternativa de apoio social se torna cada vez mais indispensável na hora de minimizar os problemas que afetam a população, exemplo de solidariedade e de como é possível transformar a vida das pessoas com amor e respeito.

Texto por Jaqueline Lopes, estudante do 4º semestre de Jornalismo.

Imagem em destaque: https://www.tozzi.com.br/terceiro-setor/o-que-e-terceiro-setorhttps://devocionaiseesbocos.wordpress.com/2017/03/09/rompendo-com-o-passado/

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