O que você tem feito para melhorar o espaço em que vive?

No Brasil hoje estamos com 210 milhões habitantes segundo o IBGE (Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatística) e cerca de 11,8 % dessa população encontra-se desempregada, conforme o jornal Estadão. É uma luta diária para todas as famílias que passam por esta situação.

Não é diferente para Bruna Duarte, mãe de 4 filhos, dona de casa, formada e atualmente desempregada. Porém, isso não é motivo de desânimo para ela, que sempre olha as situações da vida com fé.

Além da rotina de dona de casa, Bruna acompanha de perto o desenvolvimento dos filhos na escola.

“Minha avó foi grande responsável por essa minha paixão pelo conhecimento. Ela sempre dizia que quem não lê é cavalo de quem lê, e por isso nunca quis que a ignorância fizesse  parte da minha realidade. Foi por causa desse pensamento que comecei a me preocupar com a resistência de um dos meus filhos para ir a escola, dando sempre desculpas. Depois de investigar, descobri sua dificuldade. Estudar inglês era o motivo pelo qual ele não queria ir há escola”.

Bruna, que de uma causa particular resolveu uma situação coletiva (Foto: Kamila Reis).

Bruna passou a frequentar mais assiduamente a Emeb Professor Joaquim Dibo e teve a ideia de criar um projeto para auxiliar crianças que, assim como seu filho, passavam pela dificuldade em aprender uma nova língua. “Recebi todo apoio para ministrar as aulas e poder ajudar não só meu filho, mas também auxiliar todas as crianças a adquirirem mais conhecimento”, diz a respeito da coordenação da escola.

O projeto começou a ganhar forma e foi tão bem recebido que os próprios alunos passaram a divulgá-lo. Outras escolas souberam dessa iniciativa voluntária e seus respectivos alunos quiserem se juntar a Bruna nessa causa. Além do inglês, o projeto “Voluntariando”, como é conhecido, ganhou novas oficinas: ballet, ginástica rítmica, flauta, canto e artes, trazendo diversidade para a escola de período integral.

Com a iniciativa, alunos com problemas psíquicos também puderem ser ajudados. “A gente não ensina apenas, mas também aprende. Com o projeto eu pude desenvolver talentos que eu desconhecia”, conta Maria Rita, professora voluntária de inglês que estava em depressão antes de se integrar ao projeto.

O Brasil está em 68° lugar no ranking do PISA (Programa Internacional de Avaliação do Estudante), que mede a qualidade do ensino nos países por meio de provas aplicadas nos anos do ensino médio a cada 3 anos.

O artigo 4° do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – diz que:

É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Para quem gosta de ajudar as pessoas e também quer aprender, o Voluntariando está de portas abertas e somente alguns requisitos são exigidos, como: boas notas na escola, boas recomendações, disposição e amor por gente, para que com a diversidade outras pessoas possam ser alcançadas, e terem suas realidades transformadas.

Texto e fotos por Kamila Reis, estudante do 4º semestre de Jornalismo.

Imagem em destaque: http://portaldonic.com.br/jornalismo/2019/04/15/pesquisas-mostram-crescimento-do-trabalho-voluntario-saiba-onde-encontrar-em-fortaleza/  

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