Desvendando a ansiedade

Informações básicas para entender os sintomas e como o nosso cérebro reage a esse tipo de transtorno psicológico.

Por Willian Meneguini, estudante de Jornalismo no UniToledo Araçatuba.

Imagine que amanhã é o seu grande dia, você vai fazer aquela viagem que estava contando os dias para chegar. Porém, na véspera você acaba passando a noite em claro, suas expectativas vão a mil, as idealizações de como irá ser vão a milhão, você começa a ficar elétrico, seu coração começa a acelerar e te dá tanta euforia que isso  acaba tirando o seu sono por horas ou até mesmo a noite inteira. Provavelmente você já deve ter sentido algo parecido em algum momento, seja por conta de uma viagem, uma entrevista de emprego ou qualquer outro motivo que você tenha se preocupado ou desejado muito, nós podemos chamar essas sensações de ansiedade.

Sintomas

Se você começar a respirar fundo e bem rápido, você pode entender como é alguém tendo um ataque de pânico. Vai começar a sentir frio, o seu foco vai diminuindo, o corpo começa a formigar como se estivesse sendo alfinetado por agulhas; depois disso, tudo começa a ficar quente como se estivesse em uma sauna, você perde o fôlego como se não houvesse ar para respirar, a mente começa a pensar muito rápido e sente que quer sair correndo.

Um ataque de pânico nada mais é que uma forma de ansiedade intensa, mas que não afeta todos. São essas sensações que alguém que sofre de ansiedade sente, imagina o quão assustador é não poder ter o controle de todas essas sensações e elas viessem do nada.

O impacto no Brasil e no mundo

A ansiedade é a doença mental mais comum e a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta dados de que o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros, o que dá em torno de 9,3% da população total com esse transtorno psicológico. Há uma boa chance de alguém muito próximo a você ter ansiedade.

A OMS aponta que no ano de 2005 houve uma elevação na frequência de transtornos de ansiedade em todo o mundo e um fator contribuinte para esse quadro é o aumento populacional e aumento da longevidade.

O nosso cérebro

Um animal não costuma sentir o tipo de ansiedade que nós temos cotidianamente, mas se resume em ver um predador de longe e ficar alerta. A amígdala do animal, o centro emocional do cérebro, identifica o predador como uma ameaça e isso acaba provocando descargas de adrenalina no corpo e um surto de vigilância, preparando seu corpo para enfrentar a ameaça e lutar ou fugir.

Para um animal sua maior preocupação é se manter vivo, mas se for humano, provavelmente tem outras preocupações, temos a inteligência de mobilizar essa mesma fisiologia nas nossas preocupações  pessoais, como por exemplo, o aluguel que devemos pagar, a prova da faculdade que devemos ir bem, as contas que chegarão daqui alguns dias, o transito horrível e os prazos estabelecidos que devemos cumprir. O principal é que em todos esses casos estamos cheios de angustias, medos, aflições e ansiedade, a relação do nosso corpo é fazer toda essas adaptações perfeitas para enviar energias para os músculos para corrermos e salvarmos nossa vida.

Não dá pra fugir dessas preocupações, mas nosso corpo quer responder do mesmo jeito do animal com o predador. Os sintomas são como os de um estresse o coração dispara, os músculos tencionam, sente dor de barriga, tem sensações de alfinetadas, a sua boca seca, e não quer ou consegue ter relações sexuais.

Consequências da doença

O problema é o impacto negativo para as pessoas que sofrem desse transtorno, pois a ansiedade causa limitações, passa a gerar alguns obstáculos que fazem com que os paralise, prejudicando suas realizações pessoais, criando um sentimento de incapacidade e a impossibilitando fazer tarefas simples. O foco vai se diminuindo com os estímulos da doença, o medo toma conta, fazendo com que toda a autoconfiança se vá.

Tratamento

A melhor forma de tratar a ansiedade é com auxilio de um médico para dar um diagnostico da doença, indicar tratamentos e receitar remédios. O tratamento é baseado por três tipos: uso de medicamentos com um acompanhamento médico e receita médica, por psicoterapia com psicólogo ou um psiquiatra e até mesmo a combinação dos dois tratamentos da psicoterapia e os medicamentos.

Se acredita que tem algum dos sintomas da doença é essencial reconhecer o problema e ir à procura de um profissional o quanto antes, para que isso não atrapalhe sua vida pessoal e profissional ou se torne um problema maior.

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