Harry Potter, o fenômeno da literatura mundial que ultrapassa gerações

Depois de doze anos, a história do menino mais famoso do mundo bruxo ainda tem o mesmo sucesso e encanta seus fãs com seu universo mágico

Renata Faustini Pardo, estudante de Jornalismo no UniToledo Araçatuba

A casa dos Dursley invadida pelas cartas de Hogwarts em A Pedra Filosofal –Warner Bros. Entertainment (Imagem da internet.)

“O Sr. e a Sra. Dursley, da Rua dos Alfeneiros, nº. 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado.”

É através desse fragmento que o universo Harry Potter é apresentado aos leitores. A primeira vez que se lê essa singela frase nem pode se imaginar que um mundo mágico está prestes a ser descoberto. No primeiro livro, dos outros seis que viriam a seguir, os leitores são apresentados ao Harry, garoto órfão, criados pelos tios, “gente da pior espécie”, como definiu muito bem a professora Minerva McGonagall, que têm aversão a ele, simplesmente pelo fato de ser dotado de magia.

O menino que sobreviveu passa onze anos sem saber qual a sua verdadeira identidade. É só quando recebe uma visita, bem inusitada, de Rúbeo Hagrid, o Guardião das Chaves e das Terras de Hogwarts, descobre ser um bruxo e que seus pais, Lilian e Tiago Potter, foram mortos por Lord Voldemort, assassino o qual toda comunidade bruxa teme.

Então o protagonista embarca diretamente da Estação de King’s Cross, Plataforma 9 ¾, para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde, ao lado de seus fiéis amigos Hermione Granger e Ronald Weasley, passaria os seus próximos anos, viveria novos desafios e finalmente encontrara um lugar que pudesse chamar de lar.

Em a Pedra Filosofal, Harry recebendo sua primeira carta de Hogwarts – Warner Bros. Entertainment (Imagem da internet.)

Como a história consegue cativar fãs até hoje

“– Você é um bruxo Harry. – Eu, eu sou o quê? – Um bruxo, e vai ser um bruxo de primeira se tiver treinado um pouco. – Não, o senhor se enganou. Sabe, eu não posso ser um, um bruxo. Eu sou o Harry, só Harry.”

É nesse enredo que Harry Potter cativa milhares de pessoas ao redor do mundo até hoje. Depois de 22 anos do lançamento do primeiro livro (Harry Potter e a Pedra Filosofal), a saga ainda continua conquistando fãs a cada dia e, além disso, tem um papel importante de estimular a leitura entre os jovens.

Fãs da história relatam que através da história adquiriram ou intensificaram seus gostos pela leitura. A estudante de jornalismo Julia Boni conta que foi a primeira coleção que leu inteira e em pouco tempo. “Li todos com 13 anos e demorei duas semanas para ler os sete livros. Harry foi a primeira coleção que eu conseguir ler inteira e em pouco tempo”. Ela ainda diz que foi um estímulo a ler outros títulos juvenis e que isso ajudou a moldar sua adolescência. “Ler HP tão rápido me fez adquirir um gosto específico para livros e encher meu quarto de coleções com mais de 5 livros”.

O primeiro livro da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal – Editora Rocco (Imagem da internet.)

Raquel Rodrigues, também leu o primeiro livro aos 13 anos e conheceu na biblioteca da escola a qual estudava. “Conheci a saga na biblioteca da Escola Sesi. Lembro que o primeiro livro estava superdestacado, pois era uma aquisição recente, fiquei interessada e atualmente sou super apaixonada”, lembra.

Retratação da realidade

“Claro que está acontecendo dentro de sua cabeça, Harry, mas por que isso deveria significar que não é real?”

Embora se trate de uma obra ficcional, na qual são usados elementos como magia e seres mitológicos, a sociedade apresentada possui muitas conexões com a realidade.  O bullying, por exemplo, foi retratado várias vezes na história. A personagem Hermione era constantemente chamada de “sangue ruim”, por ser filha de pais trouxas (aqueles que não são bruxos). Apesar de essa discriminação ser injustificável em qualquer ponto de vista, pois mesmo não tendo pais bruxos é uma das melhores alunas da escola, Hermione se mantem forte durante todo tempo. Para Kathleen Scarpin da Silva é essa força que fez Hermione ser sua personagem favorita, pois ela nunca se abalava por isso.

O bullying também se faz presente com o Neville Longbotom. Ele era alvo de piadas entre os alunos por ser esquecido, criado pela avó e por ser órfão. Por ser um dos personagens prediletos de Boni, ela conta que por não ser violento, virou alvo fácil de bullying e nunca revidava, esperava os outros o socorrerem. “O Neville me ajudou a passar pelo ensino médio. Ele é tudo para mim. Sua evolução e seu ápice em Ordem da Fênix são fantásticos”.

Neville recebendo o lembrol em A Pedra Filosofal – Warner Bros. Entertainment (Imagem da internet.)

Lealdade, companheirismo e amizade

“– Você acha que é sensato confiar a Hagrid uma tarefa importante como esta? – Eu confiaria a Hagrid minha vida.”

Sem dúvidas, o que mais encanta todos os fãs no decorrer da história é que a lealdade e a união entre os personagens foram essenciais para vencerem as adversidades. Para o estudante e fã da saga, Jonathan Junior, Harry Potter tem mais do que um significado, tem um sentido. Não é apenas um conto criado pela JK Rowling visando apenas o dinheiro, vai muito além disso. É um universo cheio de aprendizagens e cada personagem na série tem alguma coisa a ensinar.

Harry, Hermione e Rony durante a Batalha de Hogwarts em As Relíquias da Morte Parte 2 – Warner Bros. Entertainment (Imagem da internet.)

Júlia conta que tem um carinho especial pela Hermione, por ela sempre colocar sua lealdade aos amigos acima da inteligência e, na opinião de Júlia, a garota é extremamente inteligente. “Sofro juntinho com ela quando ela precisa abrir mão dos pais, ficar ao lado dos amigos e tentar não morrer. Ela é uma inspiração de racionalidade para mim, ao mesmo tempo em que é muito forte e nunca abaixa a cabeça para ninguém”.

Outro ponto muito enfatizado é o de que nada é feito sozinho. No decorrer de todos os livros, e em especial no último, é enfatizado que Harry só consegue derrotar o Lord Voldemort porque teve ajuda daqueles à sua volta. Na visão de Jonathan, isso é o que faz a história ser tão fascinante, o fato de tudo girar em torno da família e dos amigos. “Estar com os amigos, estar com aqueles que você ama, mesmo que eles não estejam perto. Também tem a questão de todos aqueles que morreram por ele (Harry), morreram por uma causa, que era ajudar Hogwarts, ajudar o mundo mágico a destruir Voldemort, mesmo sabendo que Harry era o único que poderia fazer isso”, relata.

Para a grande maioria dos fãs de Harry Potter o ensinamento predominante deixado pelos livros e também pelos filmes é que sem amor e amizade não conseguimos chegar a lugar algum. Esses são os elementos que fazem Voldemort ser derrotado, pois como mencionou o Diretor Alvo Dumbledore, Harry possui uma marca a qual o Lord das Trevas não tem. “- É uma marca que não pode ser vista, ela está entranhada em você. – Que marca é? – Amor Harry, amor.” (Harry Potter e a Pedra Filosofal). Nas palavras de Raquel, seu maior aprendizado com a saga foi que o amor e a amizade são essenciais nas nossas vidas e coragem é preciso em momentos complicados. “O principal ponto que a J.K Rowlling desejava mostrar com a saga do bruxinho é que o amor sempre vence o mal, se você lembrar de ascender a luz é claro”.

Harry reencontra alguns personagens na Floresta Proibida em As Relíquias da Morte Parte 2 – Warner Bros. Entertainment (Imagem da internet.)

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