Abrindo o guarda roupa

Mulheres revelam seus gostos e mostram que entendem sobre moda

Por: Carla de Andrade, estudante de Jornalismo no UniToledo Araçatuba.

Roupas, acessórios, bolsas, sapatos, etc… Quem nunca ficou parado na frente da vitrine admirando algo que queria ter? A moda faz parte de qualquer pessoa, mesmo que indiretamente para aqueles que dizem não se importar com o assunto.

Uma expressão muito usada nesse meio hoje em dia é look”, que ganhou popularidade entre homens e mulheres e passou a ser utilizada para remeter a visuais, conjuntos, composições ou configurações em acessórios e roupas.

Para falar um pouco mais do assunto, Caroline de Andrade Marcuci e Silvia Helena de Andrade são as nossas entrevistadas. Elas revelaram que são apaixonadas e gastam bastante dinheiro para manter o guarda-roupa sempre com as tendências em dia.

Caroline de Andrade Marcuci em uma loja.

Versatilidade na correria

Caroline tem 21 anos e fala que moda sempre foi importante para ela e esteve inserida no seu cotidiano.

“Devo ter herdado as raízes da minha mãe, que sempre gostou e gastou bastante com isso; ela é louca por roupa e tem até duas, três peças idênticas com cores diferentes”.

Sobre seu estilo de roupa favorito, diz que não tem um.

“Uso combinações que eu gosto, sem regras. Elas são mais românticas, contemporâneas, clássicas e até básicas, sempre alterno a parte de cima com a de baixo, acho que essa é a única regra”.

Já suas peças favoritas são blusas ciganinhas e ombro a ombro, jeans destroyed, calças flare e midi, vestidos delicados e camisetas floridas.

“Acabo misturando um pouco de tudo, sem deixar que pese o visual, porque gosto de tudo bem versátil e prático, por conta da correria e falta de tempo”.

Carol ainda fala sobre seu amor por acessórios para finalizar as produções com estilo.

Caroline com alguns de seus assesórios.

“Eu acho que fazem toda diferença para dar um up, por isso, sou exigente e sempre estou com algum brinco, relógio, pulseira, anel e principalmente bolsas, que é meu outro vício. Deve ser por isso que demoro tanto pra finalizar a produção”. Ela conta que tem muitas bolsas e já até perdeu as contas da quantidade em seu closet.

Reprodução: PRETEXTO Revista -Laboratório do Jornalismo UT. 

Ao ser questionada sobre como se atualiza com as tendências de moda, a entrevistada conta que acompanha o Instagram de algumas marcas para se inspirar.

“Vejo revistas, sites de moda e até Pinterest, quando é necessário uma busca mais pontual”. Mas ela não leva como regra. “Não entro todo dia ou semanalmente para conferir, não é uma rotina, dou uma olhadinha quando consigo”.

Para finalizar, Carol se diz tranquila em relação a querer tudo que é novidade no mercado.

“Só me visto com o que eu gosto, sou bem de boa quanto a isso, posso dizer que não sou “escrava” da moda, mas se eu realmente gosto, aí eu compro”.

Silvia tem 48 anos e também revela seus gostos, como se mantém atualizada e nos conta que seu marido fica louco com o tanto que ela gasta com as roupas.

Silvia Helena de Andrade na loja que compra roupas com frequência.

Casual chic

Silvia conta que sempre gostou de roupas e de tudo que envolve o mundo da moda.

“Comprar está na lista das coisas que mais gosto de fazer no meu tempo livre”.

Logo de cara revela que sempre repara nas roupas, “desde quando assiste cenas em comerciais ou novelas, ou até quando está andando na rua”.

Silvia usando um look Casual Chic.

Ao ser questionada sobre seu estilo favorito de roupa, ela diz que é o casual chic, mas sempre opta por peças versáteis, ou seja, aqueles que consegue usar em todos os lugares, com facilidade.

Silvia conta que sua paixão por comprar roupas é antiga e usa isso para desestressar.

“Com a correria do dia-a-dia precisamos fazer algo que gostamos e moda é uma válvula de escape, me acompanha desde pequena, sempre gostei. Por não ter tantas condições na infância, eu ficava olhando algumas revistas e imaginava se os looks iram ficar bom em mim, e se estende até hoje”.

Para se atualizar com as tendências, Silvia diz que atualmente não costuma mais ver revistas.

“Me atualizo com o Pinterest, gosto da plataforma porque tem variedade de ideias; consigo ver roupas, acessórios, sapatos e me lembrar de alguns parecidos que já tenho em casa para voltar a usá-las. É muito bom.”

Sobre ir às compras ela acredita que é um verdadeiro dom. “Tem que gostar, porque é bastante coisa nas lojas, tem que ter paciência e tempo, por isso, acho que cada vez mais as pessoas preferem comprar pela internet, eu já não gosto. Fico encantada pegando a roupa, sentindo ela, tenho essa necessidade”.

“Às vezes quero até demais, meu marido fica louco, diz que gasto demais e que não cabe mais roupas no guarda-roupa. Ele, por exemplo, detesta, nem quando precisa fica em loja escolhendo, é estressante”, Silvia conta.

Silvia com seu look diferenciado.

Mas diz que não é escrava da moda. “Vejo as cores das coisas e procuro sempre atualizar conforme elas, até mesmo com o que já tenho guardado de outras temporadas, mas só adoto nas minhas produções o que eu realmente gosto”.

Um pouco de história da moda

Reprodução: Lipstickkvlog

Para entender essas raízes, é importante saber que a moda surgiu em meados do século XV, no início do renascimento europeu. Sobre seu significado, o site Brasil Escola (2019) diz que está relacionado a costume e provém do latim modus. E sua variação de vestimentas surgiu para diferenciar o que antes era igual, pois usava-se um estilo de roupa desde a infância até a morte.

Na Idade Média as roupas eram diferentes, pois seguiam um padrão que aumentava a classe social e houve até leis que restringiam plebeus de usarem tecidos e cores, garantindo-os somente aos nobres. Com o enriquecimento de comerciantes, surge a burguesia que, mesmo não sendo nobre, tinha dinheiro para bancar roupas da nobreza. Com isso, os costureiros desenvolveram diferentes estilos para diferenciar as classes sociais há centenas de anos.

Então, com a revolução industrial no século XVIII, o custo dos tecidos diminuiu bastante. Já em 1850 com a invenção das máquinas de costura o custo dos tecidos caiu ainda mais. A partir de então, até os mais simples puderam comprar roupas melhores.

Mesmo após a facilidade das confecções, as mulheres ainda eram privadas da modernidade continuando a usar roupas sob medida. A partir desta dificuldade, surgiu a alta costura, que produzia diferentes estilos por meio de estilistas, possibilitando a criação de tendências.

Fotos: arquivo pessoal das entrevistadas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto:
search previous next tag category expand menu location phone mail time cart zoom edit close