Uma conversa de futebol

No país do futebol, todo dia tem menino que sonha em ser jogador.

Por Luís Amaro Junior, estudante de Jornalismo no UniToledo Araçatuba

Quem nunca escutou aquela pergunta: o que você quer ser quando crescer? Temos desde os médicos aos advogados que sonham alto e querem desfrutar do sucesso. Mas também temos os famosos “moleques de vila”, que eram felizes há alguns anos atrás, quando um par de chinelos simbolizavam o gol, as lesões eram as bolhas nos pés, a bola era daquelas que em uma pancada, a marca ficava por dias, o prêmio era uma garrafa de refrigerante e o jogo só acabava quando a mãe, altas horas da noite, mandava o filho ir para casa tomar banho. A periferia e as cidades pequenas sempre foram a essência da tradição. Revelou grandes nomes, sonharam junto das crianças e hoje desfrutam da alegria de dizer: “Esse menino já quebrou uma vidraça jogando bola na minha rua. ”

A primeira partida oficial no país

Segundo o site Câmara dos Deputados a primeira partida oficial de futebol realizado no Brasil, na cidade de Várzea do Carmo em São Paulo, foi no ano de 1895. Reuniu ingleses que estavam no país para uma partida, e que Charles Miller, que no ano anterior trouxe as primeiras bolas de futebol para o país, comandou a vitória do São Paulo Railway sobre a Companhia de Gás pelo placar de 4 a 2, conta Luiz Cláudio Canuto. A partir disso a paixão por esse esporte só aumentou e assim entendemos a referência desse desporto, quando no ano de 2002 o Brasil se consagra Pentacampeão da copa do mundo de futebol masculino com jogos realizados nos países sedes Coreia do Sul e Japão.

Sonhando desde criança

A maioria dos meninos um dia já pensou em ser jogador de futebol, isso é fato, mas a escalada ou estrelado dos campos, vai dos grandes sonhos a verdadeiras realidades. Heliel Greguri Lima Gregório, 26, conta que hoje o futebol é a sua vida e um dos seus sonhos é participar de uma Liga Nacional de Futsal. Jogador de futebol profissional desde os 17 anos idade, intercalando entre os jogos profissionais e amadores, Heliel teve que se afastar por diversas vezes do esporte por problemas físicos ou por alguma dificuldade.

Heliel em jogo pelo Real Madruga atuante como pivô da equipe
Foto: Arquivo pessoal (Agência Madruga)

“É difícil ficar longe da família, mas quero proporcionar um futuro melhor para eles”, afirma o jogador, que hoje atua como pivô em um dos tradicionais times de futsal de Araçatuba, o Real Madruga. Campo ou quadra, ginásio ou estádio. Ali dentro das quatro linhas, tem muito sonho sendo realizado atrás de muita lágrima de superação. Ser desportista não é fácil, é luta e dificuldade a todo o momento. Porém, tudo é superado quando o suor é retribuído, quando o sonho é alcançado e quando a galera enlouquecida grita: “Gol.” Essa é alegria de meninos e meninas, que muita das vezes jogava bola encima do asfalto ou até numa campina verde perto da sua casa.

Imagem de um estádio olímpico com jogo de futebol europeu
Foto: Pixabay

Crianças, jovens, adultos e idosos sempre fazem questão de encher os estádios para a festa que é realizada nos jogos, a cada emoção, a cada sufoco e a cada xingamento ao juiz pedindo pra encerrar o jogo, é o que move a paixão do brasileiro por futebol.

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