Brooklyn Nine-Nine e a masculinidade saudável

Por Amanda Trindade, estudante de Jornalismo do UniToledo Araçatuba

FOTO: Fala Universidades

Com sete temporadas disponíveis, Brooklyn Nine-Nine se estabeleceu como uma das séries de comédia mais queridas da atualidade ao apresentar um diversificado grupo de detetives da 99ª delegacia nos arredores da cidade de Nova York.

O elenco principal conta com: Andy Samberg (Jake Peralta), Andre Braugher (Cap. Raymond Holt), Terry Crews (Terry Jeffords), Melissa Fumero (Amy Santiago), Joe Lo Truglio (Charles Boyle), Stephanie Beatriz (Rosa Diaz) e Chelsea Peretti (Gina Linetti).

(Youtube)

Além de ser uma série engraçada, ela possui uma diversidade étnica de elenco com pessoas negras, brancas e latinas dividindo espaço na tela. E também, traz diversos casos importantes, como racismo, assédio sexual, sexualidade e dá bons exemplos de como podemos mostrar masculinidades saudáveis, o que seria o contrário de um comportamento machista.

Os personagens quebram estereótipos, mesclam o tipo durão com as inseguranças naturais quanto a relacionamentos, carreira e paternidade. Eles se mostram sempre abertos e dispostos a aprender coisas novas ou com os erros.

GIF: tenor.com

Vocês já devem ter ouvido falar sobre o termo “masculinidade tóxica”, que diz como o homem deve agir e é contra essa corrente que Brooklyn Nine-Nine vai nadar. Vamos analisar o comportamento dos personagens masculinos da série:

Jake Peralta  

FOTO: Reprodução

Valoriza muito o tipo “homem forte que resolve tudo sozinho” e por mais que ele tente reproduzir isso, é possível ver ao decorrer da série que ele não percorre esse lado negativo. Em destaque está o relacionamento que tem com Amy, muita saudável, sem disputas na carreira. Jake sempre esteve ao lado dela, apoiando-a em tudo e sempre expressando seus sentimentos e respeitando o espaço da sua companheira.

Terry Jeffords

FOTO: Reprodução

Apesar da sua aparência de homem forte e durão, que bota medo em qualquer pessoa, Terry mostra ser um homem muito emotivo. No início da série, é possível ver que ele tem medo de voltar para campo e ser morto e deixar suas filhas sem pai. Durante as temporadas, é reforçada a preocupação com a paternidade.

Capitão Raymond Holt

FOTO: Reprodução

A figura de maior autoridade da série. Negro e gay. A motivação dele para chegar aonde chegou foi justamente para mostrar a todos que debocharam dele que qualquer homem negro e gay pode ser tão bom policial quanto qualquer outra pessoa.

Charles Boyle

FOTO: Reprodução

E por último, Charles não esconde seus gostos, pois o que para muitos pode ser taxado como coisas de “menininha”, para todos da série é normal. Ele ama cozinhar, dançar, cuida do filho e está sempre ali para dar apoio. Sem contar sua amizade com Jake, que não tem nenhuma frescura e mostra todo o afeto masculino. Ah, se todos fossem como Boyle…

GIF: GIPHY

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